Não pare de filmar!

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Ainda nessa semana minha amiga veio falar sobre um filme que ela havia visto, muito perturbador e que ela morreu de medo: [REC].

[REC] é um filme em que uma repórter – Angela Vidal- e seu câmera Pablo vão passar a noite  em um quartel de bombeiros para acompanhar a rotina deles. Quando há uma chamada, a dupla vai com os bombeiros para um prédio no qual os moradores reclamam de gritos e barulhos esquisitos vindos do apartamento de uma senhora. Aí é que tudo começa a ficar  (muito) estranho e eu não posso contar mais senão será spoiler.

O bacana é que o filme todo foi feito com uma câmera só: a de Pablo, o que acaba permitindo que o espectador se aprofunde mais no filme, dando aquela sensação de que ele faz parte daquilo tudo.

Embora algumas dúvidas tenham ficado no ar, o filme é muito bom e consegue alcançar o que propõe qualquer filme de terror: susto, suspense e (muita) tensão. Eu, particularmente, fiquei agoniada por 1h15 minutos e dei um grito que acordou a minha gata.

O primeiro filme fez tanto sucesso que até ganhou um remake americano nomeado Quarentena, mas aparentemente não tem agradado muito o público porque eu só tenho lido críticas nada agradáveis.

[REC]2 já está sendo filmado e tudo que se sabe até agora é que a continuação se dará horas depois do final do primeiro filme.

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Kokeshi

tradicionaisGosto muito de cultura japonesa e não lembro bem como, mas descobri as Kokeshi e me apaixonei (é, eu me apaixono com facilidade).

Kokeshi são bonecas de madeira originárias do Japão e são basicamente corpo e uma cabeça grandinha, com o corpo decorado pelas mais diversas pinturas.

Diz-se que em meados do período Edo,  elas foram produzidas como forma de souvenir para os visitantes das fontes termais do nordeste do Japão. Os japoneses depois começaram a usar as bonitinhas em cerimônias fúnebres, de forma que crianças de até 12 anos teriam sua alma fixada à boneca para não se sentirem perdidas e sozinhas no pós-morte. Assim, as bonecas carregam consigo o significado de boa sorte.

Há dois formatos de Kokeshi: tradicionais (que seguem certos padrões e são características de uma determinada área do Japão) e criativas (o artista dá a forma, cor e desenho que bem entender).kokeshis

Como encontrar:

Rio de Janeiro:

  • Mundo Verde do Via Parque, mas imagino que tenha em qualquer franquia.
  • Shopping Rio Design Barra em duas lojas diferentes, – ambas no primeiro piso- uma delas eu não lembro o nome, mas a outra é a Santa Cor.

Online:

Brasil: Kokeshi Club, Kokeshi e Tenman-Ya

Lá fora: Kokeshi Shop, Kokeshi Designs

Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios

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O amor é sexualmente transmíssivel

Amor à primeira vista. Se é possível alguém se apaixonar por um livro? Bom, não sei, mas eu me apaixonei. Assim, eu fui buscar mais citações espalhadas na internet sobre “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios“, de Marçal Aquino. Quanto mais frases eu encontrava, maior era a minha vontade de lê-lo.

O combinado (comigo mesma) é que antes eu iria ler um livro para a faculdade e em seguida eu iria para “Eu receberia…“, mas eu não me aguentei de curiosidade. Em dois dias terminei o livro, sendo a última página lida com uma pena imensa, não queria que acabasse. Livros bons deixam saudade.

Sobre o livro: Cauby é um fotógrafo que se envolve com Lavínia, casada com o pastor Ernani, ora recatada ora furacão, mas sempre repleta de mistérios. Eu receberia é  gostosíssimo de ler. Não sei ao certo se é pela não linearidade da história, a mistura de romance, tragédia, suspense e ironia ou se são as sábias citações do fictício  professor Schianberg, introduzidas ao longo da narração. Se você já amou alguém -daqueles amores complicados- é difícil não se identificar ao longo da leitura.

Queremos o que não podemos ter, diz o professor Schianberg, o mais obscuro dos filósofos do amor. É normal, é saudável. O que diferencia uma pessoa de outra, ele acrescenta, é quanto cada um quer o que não pode ter. Nossa ração de poeira das estrelas.